segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

FOTOSSENSIBILIZAÇÃO OU REQUEIMA EM BEZERROS, COMO PROCEDER?

A fotossensibilização em bezerros, conhecida popularmente como requeima, é causada por um fungo que se desenvolve na matéria seca das pastagens, trata-se do Phitomyces chartarum (Bert x Cunt) MBELLIS, pertencente à família Dematiaceae, considerado saprófita para vegetais. Schenk & Schenk (1983) relacionaram o aparecimento da fotossensibilização em bovinos, no Mato Grosso do Sul, com a presença do fungo em pastagem de B. decumbens. Ocorrendo principalmente em gênero braquiária e normalmente após o desmame, pois o bezerro começa a consumir de forma direta a pastagem.
Requeima em bovinos prejudica a pele e organismo. – Foto: Reprodução Internet

Neste caso, como providência imediata a tomar, a mudança do bezerro para outro pasto com outra espécie forrageira deve ocorrer principalmente em um ambiente que apresente sombra para o animal. Caso a medida eventualmente não venha a resolver o problema, em muitos casos é o suficiente a se fazer, aí é sugerido realizar o tratamento com fornecimento de vitamina A, aplicação de pomadas cicatrizantes nas superfícies lesionadas e, também, é recomendado o uso de corticoides. Lembrando que a consulta ao veterinário é indispensável antes da realização do tratamento.
A dica para prevenir a requeima em bovinos na fase da desmama é não colocar o bezerro para consumir a braquiária diretamente. A adaptação é fundamental para evitá-la. O índice de mortalidade é de até 40% no Brasil. Então, para a segurança e adaptação do animal, a ideal é servir a ração com um pouco de braquiária. Ao inserir a planta de forma gradativa no dia a dia da alimentação, esse risco de intoxicação é menor e a adaptação alimentar vai ocorrendo previamente condicionada e acaba se naturalizando.

FONTE: 
SCHENK, M.A.M. & SCHENK, J.A.P. Aspectos gerais da fotossensibilização hepatógena de bovinos. Campo Grande, EMBRAPA-CNPGC, 1983. (EMBRAPA-CNPGC. Comunicado Técnico, 19). 7p. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

EM MINAS GERAIS, PRODUTORES DE MUDAS DE CITROS ESTÃO IMPEDIDOS DE COMERCIALIZAR

Segundo o Ministério da Agricultura, as exigências para a produção de citros seguem critérios técnicos para evitar doenças e pragas e garantir a qualidade da citricultura no país. 
O plantio, tradicionalmente, é direto no solo, mas a normativa exige que ele seja feito em estufa, com uso de substrato e sem contato com o solo. O uso do substrato, sem contato com o solo, seria para evitar a contaminação de doenças de raízes. Já a proteção de telas, evita a entrada de insetos que causam prejuízos para a citricultura, como o Psilídeo, que transmite a bactéria causadora do greening, ou amarelão.
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Como Agricultores não produzem assim, eles foram autuados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Eles não seguiram normas técnicas do Ministério da Agricultura e, por isso, não podem vender mudas já prontas. 
Os Agricultores recorreram da decisão e a proposta do Ministério da Agricultura é fazer um termo de ajustamento de conduta para ampliar o prazo de adequação, porém não há previsão de quanto isso irá ocorrer.
A matéria é do Globo Rural. 

Fonte:
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2021/12/12/produtores-de-mudas-de-citros-de-minas-gerais-estao-proibidos-de-comercializar.ghtml

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

QUAL O MELHOR CAPIM PARA VACAS LEITEIRAS?

É público e notório que uma boa pastagem faz a diferença na produção de leite, afinal um rebanho bem nutrido reflete em resultados expressivos e uma produção abundante. Na escolha de um capim para produção de leite é necessário levar em consideração a produtividade e a qualidade forrageira do material. Além disso, é importante analisar a adaptação do material para o clima e o solo da região. A produção do volume de folhas é uma característica importante, entretanto o capim necessita apresentar um alto teor de proteína, acima de 15% de proteína o capim é considerado de excelente qualidade. A grama jiggs, grama do gênero Cynodon, apresenta 20% de proteína bruta na matéria seca, e em comparação com gramas do mesmo gênero tem maior capacidade de suporte no período de estiagem.
No entanto, assim como algumas outras espécies do mesmo gênero, sua multiplicação é através de mudas que torna o custo de produção um pouco mais elevado. Já o capim vaqueiro, também do gênero cynodon, possui como diferencial a multiplicação por sementes o que reduz bastante o custo de formação das pastagens e economiza tempo na recuperação. Por suas sementes serem pequenas, nascerá muitas plantas por metro quadrado, isso auxilia a cobrir o solo rapidamente. O capim vaquero perfilha melhor do que o Tifton 85, cerca de 8 mil perfilhos. Já o Tifton 85 apenas 4 mil e nas mesmas condições.
As forrageiras desse gênero são muito exigentes demandam alta responsividade à adubação, pois o nível de exigência em fertilidade é bastante elevado e a tolerância à acidez do solo é baixa, assim como é baixa a tolerância à encharcamento consequências de solos mal drenados. Em solos com média fertilidade BRS Piatã, brachiaria com boa qualidade de matéria seca e boa produção de folha e multiplicação por semente, podendo suportar menos animais por área. Em épocas chuvosas, cerca de 6 animais/ha. Já o jiggs, por exemplo, uma vez que esteja bem manejado, pode suportar até 12 animais/há dependendo das condições da propriedade.
Uma dica valiosa e que pode ajudar no manejo alimentar do rebanho é a diversificação de espécies forrageiras na propriedade, tendo em vista que uma pode suprir a deficiência de outras. Lembrando sempre que é essencial um acompanhamento técnico para auxiliar na escolha e implantação dessas forrageiras de acordo com as condições de cada propriedade.
Espero ter ajudado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

COMO RAIOS ARTIFICIAIS PODEM TRANSFORMAR FEZES DE ANIMAIS EM ADUBO RICO EM NUTRIENTES?

Você sabia que através de raios artificiais é possível transformar fezes de animais em adubo rico em nutrientes?

Uma agtech norueguesa chamada N2 Applied anunciou a criação de um reator de fezes de boi e de porco. O aparelho promete eliminar a emissão de metano na atmosfera e transformar os dejetos em fertilizantes orgânicos enriquecidos, prontos para uso em lavouras. A matéria relata que No reator, o esterco é transformado com o uso de raios artificiais de plasma aplicados diretamente nele. Segundo informações da startup, a tecnologia já está sendo utilizada em três fazendas leiteiras localizadas no Reino Unido.
O cofundador da empresa, Chris Puttick, afirmou que, nas fazendas, o esterco produzido pelas vacas é coletado com um raspador (um equipamento que se assemelha a um rodo gigante e varre todas as fezes dos galpões) e depositado em uma fossa, ao lado do reator. Abrigado em um contêiner, o reator passa a disparar raios de plasma na fossa. "A interação do nitrogênio do ar e dos raios atua sobre a lama de rejeitos, bloqueando a emissão de metano e de amônia", disse Puttick. "Isso interrompe a decomposição dos micróbios do metano, que é o processo que libera o gás no ar".
O executivo disse que o que sai da fossa ao final do processo é um líquido marrom. Trata-se de um fertilizante orgânico enriquecido com nitrogênio. Puttick disse que esse produto tem o dobro de nitrogênio quando comparado aos produtos convencionais do mercado. Para estimular que os pecuaristas adotassem a tecnologia mais depressa, a empresa criou uma espécie de minirreator que permite a produção de superfertilizantes usando ar, eletricidade, de qualquer origem, e as fezes.
De acordo com o executivo Puttick, o processo leva a maiores rendimentos, sem a necessidade de utilizar fertilizantes químicos. Segundo Puttick, o tratamento também bloqueou as emissões de metano do chorume. (líquido resultante da decomposição orgânica) e quase removeu o odor. A máquina reteve o teor orgânico de nutrientes como potássio, magnésio, sulfato e cálcio no fertilizante, e o chorume final não se tornou ácido. 

A matéria é de Viviane Toguchi, do site UOL.
08/12/2021

Fonte:https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/12/08/raios-artificiais-transformam-fezes-de-animais-em-adubo-rico-em-nutrientes.htm


quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

COMO AUMENTAR A PRODUÇÃO DE LEITE?

Vou começar este post com duas perguntas: Como aumentar a produção de leite?
Qual a importância da nutrição correta para vacas em lactação? Será que conseguiremos responder estas perguntas até o final?
A vaca em lactação é a principal responsável pela produção de leite da fazenda ela é a principal fonte de renda de uma fazenda produtora de leite, pois é a produção de leite que segura à base econômica da propriedade leiteira. De modo geral é sabido que a alimentação fornecida às vacas em lactação resultará na produção de leite. O animal produz de acordo com o que come, e isto será determinante para sua produção plena. O custo com alimentação gira em torno de 50 a 60% dos custos de produção de leite. Mesmo nos casos em que o rebanho seja alimentado somente a pasto, mas ainda sim existe um custo de formação dessa pastagem, adubação, manutenção, suplementação mineral, água, cerca, todos são encargos que podem ser atribuídos à alimentação.
Entretanto, é evidente que existem diferenças nos custos de produção conforme o sistema adotado pelo produtor. Quanto mais intensivo o sistema, maior o custo de produção em relação ao custo com alimentação. Um sistema de produção extensivo requer um custo de alimentação bem menor do que um sistema confinado. No entanto, em sistemas confinados a produção de leite é muito superior, por vaca, e acaba reduzindo esses custos. Quanto maior a produção de leite em uma fazenda, maior será a diluição dos custos fixos, aqueles valores que não variam de acordo com a taxa de produção. Então embora haja diferença nos custos, mas a produção de leite reduz o impacto.
É necessário estar sempre atento aos sinais, com objetivo de maximizar a produção, e consequentemente os lucros, e minimizar os impactos dos custos de produção. Um exemplo é ter conhecimento sobre a produção do rebanho, podendo até mesmo considerar se desfazer de animais já em descarte, bezerros, bezerras excedentes, bem como mapear a produção individual do rebanho da propriedade. Um animal que produz em média 20l de leite torna-se mais vantajoso do que dois animais que produzem 10l, ambos terão o mesmo custo de mantença com retornos diferentes.
Consegue entender? Não? Vou explicar: fazendo uma análise simples podemos observar que duas vacas que produzem 10l de leite vão consumir, para se manter vivas, o dobro da quantidade de capim que apenas uma vaca com produção de leite de 20l.
Então é bem mais vantajosa a manutenção desse menor grupo e que produz mais, levando em conta que aliviaria meu custo de produção, negociando o grupo maior e de menor produção. Tudo gira em torno do nível de produção do rebanho e das aspirações econômicas do produtor, é muito melhor ter no pasto menos vacas e com uma produção maior do que ter mais vacas com uma produção menor. A vaca que produz mais dilui melhor os seus custos de produção.

Então como aumentar a produção de leite: você aumenta produção de leite quando fornece uma nutrição adequada para o seu rebanho em lactação.

Qual a importância da nutrição correta para vacas em lactação:
Com seu rebanho bem nutrido, você tem por consequência o aumento na sua produção de leite, a maximização dos recursos frente a minimização dos custos fixos e de produção, ou seja, você tem a possibilidade de fechar suas contas e dispõe de valores que excedem e aliviam as aspirações financeiras.

Espero ter ajudado.