É público e notório que uma boa pastagem faz a diferença na produção de leite, afinal um rebanho bem nutrido reflete em resultados expressivos e uma produção abundante. Na escolha de um capim para produção de leite é necessário levar em consideração a produtividade e a qualidade forrageira do material. Além disso, é importante analisar a adaptação do material para o clima e o solo da região. A produção do volume de folhas é uma característica importante, entretanto o capim necessita apresentar um alto teor de proteína, acima de 15% de proteína o capim é considerado de excelente qualidade. A grama jiggs, grama do gênero Cynodon, apresenta 20% de proteína bruta na matéria seca, e em comparação com gramas do mesmo gênero tem maior capacidade de suporte no período de estiagem.
No entanto, assim como algumas outras espécies do mesmo gênero, sua multiplicação é através de mudas que torna o custo de produção um pouco mais elevado. Já o capim vaqueiro, também do gênero cynodon, possui como diferencial a multiplicação por sementes o que reduz bastante o custo de formação das pastagens e economiza tempo na recuperação. Por suas sementes serem pequenas, nascerá muitas plantas por metro quadrado, isso auxilia a cobrir o solo rapidamente. O capim vaquero perfilha melhor do que o Tifton 85, cerca de 8 mil perfilhos. Já o Tifton 85 apenas 4 mil e nas mesmas condições.
As forrageiras desse gênero são muito exigentes demandam alta responsividade à adubação, pois o nível de exigência em fertilidade é bastante elevado e a tolerância à acidez do solo é baixa, assim como é baixa a tolerância à encharcamento consequências de solos mal drenados. Em solos com média fertilidade BRS Piatã, brachiaria com boa qualidade de matéria seca e boa produção de folha e multiplicação por semente, podendo suportar menos animais por área. Em épocas chuvosas, cerca de 6 animais/ha. Já o jiggs, por exemplo, uma vez que esteja bem manejado, pode suportar até 12 animais/há dependendo das condições da propriedade.
Uma dica valiosa e que pode ajudar no manejo alimentar do rebanho é a diversificação de espécies forrageiras na propriedade, tendo em vista que uma pode suprir a deficiência de outras. Lembrando sempre que é essencial um acompanhamento técnico para auxiliar na escolha e implantação dessas forrageiras de acordo com as condições de cada propriedade.
Espero ter ajudado.
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